O conceito de privacidade acabou. O bacana agora é expor toda a sua vida na Internet, nas milhares de opções e também no Chatroulette ou nessa modinha dos vlogs. Só que as pessoas não mostram a própria vida, mostram o teatro. É improvável alguém agir naturalmente, quando é observado por quem não conhece, e não representar. Quando todo mundo tem a chance de obter informações sobre praticamente tudo na rede, e assim talvez até mudar a própria vida, eles preferem mostrar suas vidas sem mudança alguma. Aliás o tédio que há nelas é a atração principal. De perto ninguém é normal, nem tão interessante também. E olha, sem um pouco de segredo não há pessoa que mantenha a atenção de verdade. Em privacidade você faz sexo - ser objeto de voyeur não é lá tão comum - você tem conversas sérias e importantes, em privado você faz suas necessidades. Mas tal qual Luís XIV, o Rei Sol, que fazia cocô e xixi na frente de seus súditos de propósito, estão todos cagando e andando online e ao vivo. E ainda são aplaudidos.
Não é à toa que vaso sanitário tem o nome de privada.

O conceito de privacidade acabou. O bacana agora é expor toda a sua vida na Internet, nas milhares de opções e também no Chatroulette ou nessa modinha dos vlogs. Só que as pessoas não mostram a própria vida, mostram o teatro. É improvável alguém agir naturalmente, quando é observado por quem não conhece, e não representar. Quando todo mundo tem a chance de obter informações sobre praticamente tudo na rede, e assim talvez até mudar a própria vida, eles preferem mostrar suas vidas sem mudança alguma. Aliás o tédio que há nelas é a atração principal. De perto ninguém é normal, nem tão interessante também. E olha, sem um pouco de segredo não há pessoa que mantenha a atenção de verdade. Em privacidade você faz sexo - ser objeto de voyeur não é lá tão comum - você tem conversas sérias e importantes, em privado você faz suas necessidades. Mas tal qual Luís XIV, o Rei Sol, que fazia cocô e xixi na frente de seus súditos de propósito, estão todos cagando e andando online e ao vivo. E ainda são aplaudidos.

Não é à toa que vaso sanitário tem o nome de privada.

Você pesquisa alguma coisa no Google, aparece o site mais acessado, e os demais em ordem decrescente. Só que esse site bem colocado pode ser escrito por um babaca que é acessado por um monte de outros babacas - e convenhamos, babaca nesse mundo é o que não falta - e aí essa babaquice toda fica lá na 1ª posição do Google. Só que se não prestar atenção, e for ler aquela porcaria, você corre um sério risco de ficar babaca também. Daí chegamos à conclusão de que, na Internet, quanto mais inacessível uma pessoa é, mais interessante ela pode vir a ser. E menos idiota também.
Google? Só até a página 2.

Você pesquisa alguma coisa no Google, aparece o site mais acessado, e os demais em ordem decrescente. Só que esse site bem colocado pode ser escrito por um babaca que é acessado por um monte de outros babacas - e convenhamos, babaca nesse mundo é o que não falta - e aí essa babaquice toda fica lá na 1ª posição do Google. Só que se não prestar atenção, e for ler aquela porcaria, você corre um sério risco de ficar babaca também. Daí chegamos à conclusão de que, na Internet, quanto mais inacessível uma pessoa é, mais interessante ela pode vir a ser. E menos idiota também.

Google? Só até a página 2.

Tags #connecticut   

Em 5 meses de vida aqui, o blog já tem quase 250.000 visitas (50.000 são os que retornaram por mais de - pasmem - 10 horas de visita), 182 seguidores, já foi citado no diretório do Tumblr e possui muitos “reblogs” e “likes”. Ou seja, bem, me abraça porque tá bonito. Mesmo sendo bem instável e não ter como colocar os comentários e eles funcionarem, mesmo que muitos gringos venham aqui só por causa das imagens, aquilo não é pouco. Já perdi a conta dos e-mails lá de fora me perguntando o que escrevo nos posts. Alguns tentam a tradução no Google, inclusive. Outros caras me disseram que estudam português e gostam do que escrevo aqui. Logo meus textos que contam de um cara repleto de defeitos vivendo um cotidiano nem um pouco agitado. Tipo fui pro parque e fiz DP. Tipo viajei pra Guadalajara e dancei rumba até as 5. Então, sei que o fato não conta lá muito pra me animar, minhas alegrias são instantâneas. Mas por causa de coisas assim, até que o sorriso dura mais um pouco. 
E né, alegria tem esse negócio: mesmo sem bom senso e pequena, vicia.

Em 5 meses de vida aqui, o blog já tem quase 250.000 visitas (50.000 são os que retornaram por mais de - pasmem - 10 horas de visita), 182 seguidores, já foi citado no diretório do Tumblr e possui muitos “reblogs” e “likes”. Ou seja, bem, me abraça porque tá bonito. Mesmo sendo bem instável e não ter como colocar os comentários e eles funcionarem, mesmo que muitos gringos venham aqui só por causa das imagens, aquilo não é pouco. Já perdi a conta dos e-mails lá de fora me perguntando o que escrevo nos posts. Alguns tentam a tradução no Google, inclusive. Outros caras me disseram que estudam português e gostam do que escrevo aqui. Logo meus textos que contam de um cara repleto de defeitos vivendo um cotidiano nem um pouco agitado. Tipo fui pro parque e fiz DP. Tipo viajei pra Guadalajara e dancei rumba até as 5. Então, sei que o fato não conta lá muito pra me animar, minhas alegrias são instantâneas. Mas por causa de coisas assim, até que o sorriso dura mais um pouco. 

E né, alegria tem esse negócio: mesmo sem bom senso e pequena, vicia.

O Tumblr é instável, tem algumas falhas chatas, em horários de pico quase não funciona direito, o sistema de comentários é sofrível (tendo que se virar com o Disqus, que é instável também) e os marcadores não são mostrados em uma lista, você precisa criar, entre outras agruras. Mas no Tumblr há temas lindos e pessoas que publicam fotos deslumbrantes (quase todas tiradas do Flickr, caso você tenha uma conexão de altíssima velocidade e tempo disponível para procurar por elas). Além disso, você já viu como é o arquivo? 
How could it hurt you when it looks so good?

O Tumblr é instável, tem algumas falhas chatas, em horários de pico quase não funciona direito, o sistema de comentários é sofrível (tendo que se virar com o Disqus, que é instável também) e os marcadores não são mostrados em uma lista, você precisa criar, entre outras agruras. Mas no Tumblr há temas lindos e pessoas que publicam fotos deslumbrantes (quase todas tiradas do Flickr, caso você tenha uma conexão de altíssima velocidade e tempo disponível para procurar por elas). Além disso, você já viu como é o arquivo

How could it hurt you when it looks so good?

Tags #connecticut   

Orkut eu não tenho muita paciência. Até chamo de “ku”. E aí, tem muitos amigos relacionados no ku? Antes de desligar o computador, feche o ku… Usava mais quando fazia mais militância, mas cansei disso. Hoje, quero só que o dia termine bem. 
Essas redes sociais putanizaram a palavra “amigo”. Quem tem 1.000 amigos? QUEM? É meu amigo? Opa, sou tipo a Adriana, hospedo infratores e banidos. Mas tem que ser meu amigo. Tem que me fazer gostar e me deixar gostar de volta. Isso é sagrado demais. Amigo é leal. Fidelidade é compulsória, lealdade é opcional, você tem porque quer e se sente confortável para desejar receber. Amigo é um termo tão importante que vale mais do que ser parente. Porque pai e irmão podem lhe matar de raiva, podem até matar mesmo. Já que eles podem ser seus pais ou irmãos e não serem seus amigos, não gostarem de você. Quem é homo sabe bem do que tô falando. 
Daí que existem uns poucos e bons amigos que chegam e ficam, apesar dos pesares. Amigos são a família que nos deixaram escolher. Tem aqueles que são incríveis, que você até acha que o misticismo é pra valer, já que eles não precisam fazer muita coisa para que nós nos gostemos, eu e eles. 
Hoje, eu entendo o Facebook. Saquei como aquilo lá funciona. Mas os tais dos amigos sugeridos que ele mostra… Você tem que interagir com pessoas que conhece, porque aí você vê o que elas fazem lá, elas também vêem o que você faz. É muito bacana. Só que tem que ser seu amigo, tem que valer mais que parente. Isso não acontece com mil pessoas. Não existe essa pessoa que conhece, confia, adora e é adorada por tanta gente assim. 
Internet é muita bacana e coisa e tal, mas há certos valores que ultrapassam tanta tecnologia, desde que permaneçam os mesmos e sejam respeitados porque são valiosos assim, imutáveis. Amizade é um deles. Anda escassa e valendo mais do que nunca. Hum, claro que alguém já falou sobre isso. Que assunto tolo. O da Internet, porque amizade nunca foi algo bobo.
Porém, “mais do que nunca”? Poxa, nem do Faustão eu sou amigo.

Orkut eu não tenho muita paciência. Até chamo de “ku”. E aí, tem muitos amigos relacionados no ku? Antes de desligar o computador, feche o ku… Usava mais quando fazia mais militância, mas cansei disso. Hoje, quero só que o dia termine bem. 

Essas redes sociais putanizaram a palavra “amigo”. Quem tem 1.000 amigos? QUEM? É meu amigo? Opa, sou tipo a Adriana, hospedo infratores e banidos. Mas tem que ser meu amigo. Tem que me fazer gostar e me deixar gostar de volta. Isso é sagrado demais. Amigo é leal. Fidelidade é compulsória, lealdade é opcional, você tem porque quer e se sente confortável para desejar receber. Amigo é um termo tão importante que vale mais do que ser parente. Porque pai e irmão podem lhe matar de raiva, podem até matar mesmo. Já que eles podem ser seus pais ou irmãos e não serem seus amigos, não gostarem de você. Quem é homo sabe bem do que tô falando. 

Daí que existem uns poucos e bons amigos que chegam e ficam, apesar dos pesares. Amigos são a família que nos deixaram escolher. Tem aqueles que são incríveis, que você até acha que o misticismo é pra valer, já que eles não precisam fazer muita coisa para que nós nos gostemos, eu e eles. 

Hoje, eu entendo o Facebook. Saquei como aquilo lá funciona. Mas os tais dos amigos sugeridos que ele mostra… Você tem que interagir com pessoas que conhece, porque aí você vê o que elas fazem lá, elas também vêem o que você faz. É muito bacana. Só que tem que ser seu amigo, tem que valer mais que parente. Isso não acontece com mil pessoas. Não existe essa pessoa que conhece, confia, adora e é adorada por tanta gente assim. 

Internet é muita bacana e coisa e tal, mas há certos valores que ultrapassam tanta tecnologia, desde que permaneçam os mesmos e sejam respeitados porque são valiosos assim, imutáveis. Amizade é um deles. Anda escassa e valendo mais do que nunca. Hum, claro que alguém já falou sobre isso. Que assunto tolo. O da Internet, porque amizade nunca foi algo bobo.

Porém, “mais do que nunca”? Poxa, nem do Faustão eu sou amigo.

Tags #connecticut    #os links   

"As pessoas mais interessantes usam a internet só para responder e-mails. E não são os seus."