Toda mulher devia ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore, também experimentar a escova progressiva, a Brazilian Wax, o rímel preto e o batom carmim, as unhas e os cílios postiços, as lentes de contato, e a bissexualidade.
Robert Mapplethorpe, amigo de Andy Wharol, amante de Patti Smith, bissexual, artista pop, polémico, provocador, adepto do sadomasoquismo, dos circuitos intelectuais alternativos (e barra pesada) e, ao mesmo tempo, do mais refinado (e mundano) Grand Monde. Das colagens iniciais, passou a fotografar a partir de 1972, transformando cada vez mais suas fotografias em obras de arte. Caminhava para uma expressão notável, trabalhando temáticas clássicas como retratos, flores, naturezas-mortas e crianças. A partir de 1980, dedicou-se à fotografia de nus. Ficou famoso pelos nus masculinos cheios de erotismo homossexual, em fotos depuradas por meio de uma técnica de preto-e-branco sutil e purista, que se tornou sua marca pessoal. Até hoje alguns de seus trabalhos são proibidos de ser expostos em vários lugares do mundo. Ao saber que estava infectado pelo HIV, criou a fundação Robert Mapplethorpe em 1986, que preserva e promove seus incríveis trabalhos. A capa do disco de 2010 dos Scissors Sisters mostra uma das fotos de Robert.